Os adoçantes (ou edulcorantes) não nutritivos são benéficos para as crianças? Este foi o tema de um artigo recentemente publicado no New York Times que tenta responder a esta questão com a opinião de vários especialistas.

Tal como o próprio nome indica, estes substitutos do açúcar não têm qualquer conteúdo nutricional, ou seja, estão isentos de vitaminas, minerais e até calorias (ou têm muito poucas).

Recentemente a Academia Americana de Pediatria publicou uma declaração sobre este tipo de produtos, observando que atualmente estão presentes em muitos produtos disponíveis e que, por essa razão, estão a ser consumidos em maior quantidade pelas crianças e adolescentes.

A entidade norte-americana sublinha ainda o facto de existirem poucos dados claros sobre se estes substitutos têm um papel concreto no controlo do peso ou se afectam o paladar das crianças.

A principal autora da declaração, Carissa Baker-Smith, professora de cardiologia pediátrica na Universidade de medicina de Maryland, afirma que “em primeiro lugar, as informações que temos sobre adoçantes não nutritivos e segurança a longo prazo são limitadas”.

Por sua vez, Allison Sylvetsky, professora assistente de nutrição da Universidade George Washington, e responsável por uma pesquisa que se foca exatamente neste tipo de adoçantes explica que “embora saibamos que estes adoçantes não nutritivos são seguros do ponto de vista toxicológico, não sabemos se são eficazes a reduzir calorias e a ajudar as crianças a reduzir a ingestão de açúcar. ”

Em resumo, todos os especialistas concordam que são necessários mais estudos para obtenção de dados mais claros sobre os efeitos a longo-prazo deste tipo de substitutos na dieta infantil.