cattalin / Pixabay

Estudos demonstram que os ácidos gordos ómega 3 – gordura polinsaturada –, encontrados no peixe, desempenham um papel importante no desenvolvimento do sistema nervoso central e da retina, actuando na prevenção de doenças, como a obesidade e a hipertensão, e ajudando a aumentar o HDL, conhecido como colesterol “bom”. Desta forma, é essencial que os pais ajudem, desde cedo, a proteger o sistema imunitário dos filhos, fornecendo-lhes uma alimentação saudável, onde o peixe deverá constar como um dos principais alicerces.

O selénio

De facto, o peixe é rico num antioxidante fortíssimo, o selénio. Este é fundamental para fortalecer o sistema imunitário das crianças, pelo que a ingestão de selénio desempenha um papel de extrema importância no bom e regular funcionamento do sistema imunitário, prevenindo e evitando gripes, infecções e viroses sazonais. Mas as funções do selénio no organismo não se esgotam aqui. O selénio apresenta-se ainda como um constituinte de enzimas de protecção, ajudando na formação da enzima glutationa peroxidase, substância fundamental no mecanismo de defesa.

Percebe-se, então, a importância de as crianças terem desde tenra idade uma alimentação rica em selénio. Além do peixe, o antioxidante está naturalmente presente na carne e nos produtos lácteos, assim como em alguns cereais e frutos oleaginosos.

Insistir no peixe

Mas se o selénio está presente em tantos outros alimentos, porquê insistir no consumo de peixe? A razão é muito simples e reside no facto de que este alimento contém, substancialmente, maiores concentrações de selénio do que, por exemplo, a carne, sendo, por isso mesmo, considerado uma das maiores fontes dietéticas deste nutriente. É exactamente aqui que reside a grande importância de introduzir o peixe na alimentação infantil desde os 7 meses. Nunca é de mais sublinhar que este facto irá favorecer um melhor desenvolvimento e manutenção do sistema imunitário, motivo pelo qual a Associação Portuguesa de Dietistas recomenda o consumo de peixe no mínimo duas vezes por semana. A tudo isto acresce o facto de o peixe ser uma óptima fonte de proteínas e ferro, muito bem absorvidos pelo organismo. Os especialistas referem que os peixes gordos (sardinha, cavala, arenque, salmão, atum) fornecem igualmente vitamina D, essencial para o processo de mineralização dos ossos e dos dentes. «O pescado pode, ainda, fornecer zinco, mineral fundamental, pois a sua falta provoca atraso no crescimento, redução do apetite, diminuição do paladar e dificuldades de cicatrização. Pode, igualmente, fornecer ferro, outro mineral fundamental para o corpo de uma criança em crescimento», pode ler-se no guia Alimentação em Idade Escolar, da responsabilidade da Associação Portuguesa de Nutrição.

Aquando da ocorrência

de um défice na ingestão de selénio, acontece uma maior produção de substâncias pró-inflamatórias pelo organismo. Tal significa que o sistema imunitário fica sobrecarregado, apresentando-se mais debilitado. Por esta razão, o que começa aos 7 meses de vida deve continuar ao longo de toda a infância. Não descuide a dieta alimentar dos seus filhos, tenha o cuidado de lhes dar uma alimentação variada, apostando, sobretudo, no consumo de peixe.

Este artigo da autoria de Sandra M. Pinto foi publicado na edição impressa da Kids Marketeer nº9.