E à mesa pode acontecer muita coisa boa: conversas, confissões, namoros e até grandes sonhos – muitos dos meus projectos pessoais e profissionais ganharam forma durante a refeição. Mas “gostar de comer” não é o mesmo que “saber comer”. Tenho vindo a perceber que cometemos diversos erros sobre este tema – muitos, de forma inconsciente –, sendo que alguns deles têm um preço demasiado caro para a nossa saúde. Há muito para conhecer no que à alimentação diz respeito e decidi que está na altura de aprender. Por mim, pelos meus filhos, pela minha família.

Nos meus cerca de 28 anos de carreira, o desafio em encontrar novas formas de contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas que comigo se cruzam foi algo que sempre me inspirou. E esta é uma delas – ao procurar contribuir para a adopção de melhores hábitos alimentares e de estilos de vida mais saudáveis e activos na sociedade.

À Roda da Alimentação

É assim que nasce o movimento “À Roda da Alimentação”. Um desafio que nos vai ajudar a descobrir as refeições mais saudáveis, com dicas, receitas, soluções, factos, isto é, tudo o que precisamos para começar a dar uma volta positiva às nossas vidas.

Nesta missão tenho ao meu lado o Continente, o retalhista alimentar que há mais de trinta anos faz da alimentação uma causa e do bem-estar uma missão em Portugal. Estaremos juntos “À Roda da Alimentação”, concentrados em promover a literacia alimentar, sensibilizando as pessoas para a importância da adopção de hábitos alimentares mais saudáveis, e intensificando a oferta e o acesso a alimentos saudáveis.

Com o passar dos anos as minhas preocupações com a alimentação são cada vez maiores. Hoje tenho mais noção de que comer bem não é comer mais e tento ter consciência da minha alimentação.

Mais do que pensar no que como, actualmente preocupo-me com a forma como como. Do que fazemos mal e do que podemos fazer melhor. Das falsas verdades e mitos que se servem à mesa e das dúvidas que ficam debaixo dela. Dos truques simples e acessíveis que podem mudar uma vida e das alternativas disponíveis para quem não pode comer o que quer.

Há vários anos que privilegio rituais alimentares no meu dia-a-dia. Por exemplo, como sempre de duas horas e meia em duas horas e meia, tento beber muita água ou mesmo chá e às refeições privilegiar o peixe em detrimento da carne. Tento não comer pão, nomeadamente às refeições, e quando como, faço-o apenas de manhã, e tento também não abusar dos doces. No entanto, como de tudo um pouco, mas há uma coisa que acho que é muito importante, a prevenção.

E agora não estou sozinha nesta jornada. Ao meu lado, nesta aventura pelo que comemos, está o Continente e a sua equipa de nutricionistas experientes. Com todos, vou descobrir mais sobre a qualidade dos alimentos, ao mesmo tempo que irei promover a capacitação dos consumidores sobre a correcta interpretação da sua informação nutricional.

Texto da autoria de Sandra M. Pinto publicado na edição impressa da Kids Marketeer nº10