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Ainda na conferência diária da Direcção-Geral de Saúde, o Director do Serviço de Ginecologia-Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo, Carlos Veríssimo, divulgou um conjunto de orientações que devem agora ser seguidas durante os partos. Avança o especialista que os recém-nascidos de mulheres infectadas devem ser testados e que mãe e filho devem ser separados.

Carlos Veríssimo continua afirmando que o parto “deve ser feito em salas isoladas, idealmente, de pressão negativa”, assim como desaconselha o contacto pele a pele entre mãe e filho. Os profissionais envolvidos no parto devem usar equipamento de protecção individual e devem ser no menor número possível. É desaconselhado o acompanhamento do parto por terceiros. O mesmo responsável admitiu que estas indicações podem ser “polémicas”, mas são necessárias.

O Director do Serviço de Ginecologia-Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo afirmou que as gestantes devem seguir as indicações dadas pela Direcção-Geral de Saúde e, à semelhança da população geral, optar pelo teletrabalho. “As grávidas devem seguir os conselhos de higiene e contenção social recomendados pela DGS”, sublinhou. Ainda que até ao momento, as evidências científicas apontem para raridade de contágio da Covid-19 da mãe para o bebé.

Sobre a amamentação, recorde-se que, João Bernardes, presidente do Colégio de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos, em declarações jornal Expresso, já tinha afirmado que “nos países em que foram adoptadas normas mais restritivas e preventivas”, onde se inclui Portugal, “não se está a aconselhar a amamentação, mesmo que as mães infectadas estejam sem sintomas”.