De acordo com um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto existem nas escolas compostos químicos no ar que podem provocar rinite alérgica nas crianças. Este estudo contou com a participação de 845 crianças, na faixa etária compreendida entre os nove e 12 anos, de 20 escolas primárias da Cidade Invicta.

A investigação, publicada na revista científica “Journal of Investigational Allergology and Clinical Immunology”, concluiu que nas salas de aula em que se regista um valor mais elevado destes compostos, designados por disruptores endócrinos, mais crianças sofrem de rinite alérgica.

Em declarações ao Observador, Inês Paciência, principal responsável desta investigação explicou que “percebemos que temos uma prevalência de 13% de crianças com rinite alérgica nas escolas avaliadas. A exposição, mesmo a baixas concentrações, a estas substâncias está relacionada com um aumento do risco de desenvolver a doença”.

A saber, os disruptores endócrinos são compostos químicos que estão presentes nas paredes, tintas, colas, chão e mobiliário que tenha revestimento de material plástico.

Ainda em declarações ao mesmo órgão de comunicação, Inês Paciência salienta que “o período da infância é um momento crítico para o estudo do impacto dos disruptores endócrinos sobre a saúde, uma vez que as alterações registadas nesta idade podem prolongar-se até à vida adulta”.